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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O desafio da TI: como armazenar e processar tantas informações no cenário atual

Resumo: Se antes falávamos em megabytes ou gigabytes de informação, hoje as empresas de tecnologia apontam para quantidades inimagináveis, algo que os especialistas identificam como big data
Big data

Bombardeados diariamente com um excesso de informações como nunca registrado antes na história da humanidade, certamente o volume a ser processado por cada pessoa que habita o planeta neste exato momento é centenas de vezes maior do que o recebido por alguém em poucos anos atrás.
Olhando para o mundo corporativo, é impressionante a quantidade de informações armazenadas pelas empresas. Infelizmente, na grande maioria das vezes, não fazem bom uso delas.
Pesquisa recente realizada pela consultoria EIU (Economist Intelligence Unit) com 580 executivos de várias empresas no mundo apontou que apenas 18% dos executivos admitiram ter coletado e analisado informações de forma estruturada por algum tipo de sistema de gestão.
O Brasil não foge à regra e olhando sob a perspectiva do setor contábil e tributário, é notório que o número de obrigações acessórias eleva tanto o volume de dados como a necessidade das empresas em processar as informações com qualidade e rapidez sob o risco de pesadas multas.
Este processo só é possível graças a altos investimentos com tecnologia da informação, qualificação ou contratação de mão de obra especializada e, é claro, tempo hábil para cumprir os prazos. Isto tudo incorre muitas vezes na mudança do foco do negócio principal da empresa.
Se antes falávamos em megabytes de informação, passando por gigabytes, hoje as empresas de tecnologia apontam para quantidades inimagináveis, algo que os especialistas identificam como big data. Big data implica em duas palavras-chave: volume (bancos de dados gigantes) e velocidade (manuseio e tratamento analítico, que devem ser feitos rapidamente, em alguns casos até mesmo em tempo real).
Tanto para as companhias como para empresas desenvolvedoras de tecnologia e soluções e também os profissionais da área, surgem alguns desafios que precisam cada vez mais ser entendidos e superados. Além disso, não podemos esquecer que os próprios órgãos governamentais e reguladores recebem, centralizam e analisam informações cruzadas de milhões de empresas, ou seja, o problema aqui se potencializa ainda mais.
Primeiro, para as empresas de alta tecnologia o desafio é produzir meios de armazenamento (tanto físicos como lógicos) que possibilitem não só o armazenamento de bilhões de informações com custos aceitáveis, além de oferecer a possibilidade de acesso, recuperação e processamento destas informações em tempos cada vez menores.
Ou seja, o numero de informações aumenta exponencialmente e a velocidade de processamento deve diminuir numa razão inversamente proporcional. Isto fará com que estas empresas invistam muito dinheiro e recursos técnicos em dispositivos cada vez mais performáticos visto que o armazenamento tradicional em discos rígidos, bancos de dados limitados, aliados com sistemas legados de baixa performance levam as empresas a comprometer o desempenho de seus negócios.
Produtos como processadores cada vez mais velozes e distribuídos, armazenamento em memória, streaming computing, tecnologias orientadas a tratar grandes volumes de dados ou bancos de dados específicos usados, por exemplo, em ferramentas de mídias sociais, são derivados da tecnologia que vem se desenvolvendo exatamente para suprir a crescente demanda de armazenamento e processamento.
Por outro lado, para as empresas usuárias o grande desafio é ter a capacidade de armazenar informações com qualidade, comprar ou desenvolver produtos de software que tratem as informações inseridas em seus bancos de dados.
Ao contrário, terão de arcar com o risco de torná-lo um conjunto sem fim de dados não confiáveis que apenas colocam em risco seu negócio perante o Fisco, além de não lhes apoiar na gestão da sua empresa e ainda por cima aumentar seus custos com a tecnologia da informação.
O conceito do big data já se espalha por todos os setores da economia. Um estudo mostra que em 2010, as empresas norte-americanas de mais de 1.000 funcionários armazenavam cada uma, em média, mais que 200 terabytes de dados. E em alguns setores o volume médio chegava a um petabyte.
O uso de big data já começa a se mostrar como fator diferenciador no cenário de negócios. Casos citados no relatório da McKinsey mostram que algumas empresas conseguiram substanciais vantagens competitivas explorando de forma analítica e em tempo hábil um imenso volume de dados.
E, por último, para os profissionais de TI o desafio é se atualizar num mercado cada vez mais dinâmico e precário de mão de obra altamente especializada, no sentido de entender as demandas existentes pelas empresas e absorver a ideia de que não basta apenas construir sistemas como se fazia há cinco ou dez anos, e sim imaginar arquiteturas mais complexas, variáveis cada vez mais difíceis de controlar e principalmente projetar e entregar artefatos de software que processem informações com alta performance e grau de assertividade.
Com isso, o ideal será buscar otimizar todos os recursos existentes, sejam eles através de processamentos paralelos, máxima otimização no armazenamento, construção de algoritmos cada vez mais inteligentes e recuperação de dados sob pena de que os aplicativos passem horas ou dias processando um numero cada vez maior de informações.
Por fim, trata-se de um cenário divergente e perigoso, pois se por um lado a tecnologia nos permite cada vez mais recursos poderosos, por outro, os desafios, complexidade e investimentos sugerem exatamente um incremento destes recursos em forma de valor financeiro e conhecimento.
O tema por si só se torna apaixonante e desafiador, e estando em qualquer um dos lados, certamente ninguém passará imune a mais este cenário vivido neste veloz e não menos intenso século XXI.
* Wagner Xavier é diretor de desenvolvimento e suporte da Prosoft Tecnologia e professor de Gerenciamento de Projetos e Sistemas de Informações.

Os 10 erros mais comuns encontrados em Bancos de Dados Oracle

Olá pessoal,
No artigo de hoje vou comentar sobre os 10 erros mais comuns encontrados em Bancos de Dados (BDs) Oracle, que impactam negativamente na performance dos BDs e que poderiam ser evitados implementando-se algumas dicas que darei a seguir. Várias dessas dicas (ver Solução(ões) possível(is)) podem ser implementadas sem muito esforço, porém, outras podem requerer uma reengenharia completa da aplicação ou uma análise mais aprofundada sobre o problema para definir um diagnóstico e soluções melhores.
dez-erros-comuns-encontrados-oracle-database

Problemas mais comuns

1- Gerenciamento de conexão ruim:
Muitas aplicações (principalmente aplicações web) conectam e se desconectam rapidamente em cada interação com o BD. O custo de criar uma nova conexão em cada interação com o BD pode ser muito alto em relação ao tempo de parse e execução de cada instrução SQL que é executada nas interações com o BD.   
Solução(ões) possível(is):
a) Criar pool de conexões (Connection Pooling) na aplicação.
b) No Oracle Database 11G já é possível habilitar Connection Pooling no BD, porém, pelo que eu li sobre o assunto, me parece que este recurso ainda não está muito bom no BD, portanto, recomendo ainda a opção “a)”.
2- Mau uso de cursores e da Shared Pool:
Não usar cursores compartilhados ou variáveis bind pode resultar em muitos hard parses, que degradam a performance das instruções SQL e que podem consumir muito espaço de memória na Shared Pool.
Solução(ões) possível(is):
a) Nas aplicações, use variáveis bind ou chame stored procedures.
b) Habilitar o compartilhamento de cursores na instância de BD também pode contornar o problema, mas CUIDADO, outros podem surgir… por isso, prefira a opção “a)”.
3- SQL ruim:
As instruções SQL estão usando muitos recursos do sistema.
Solução(ões) possível(is): 
Otimizar as instruções SQL (SQL Tuning).
4- Parâmetros de inicialização com valores diferentes do padrão:
Muitos parâmetros de inicialização são configurados com valores inapropriados, baseando-se em mau entendimento ou suposições incorretas.
Solução(ões) possível(is): 
Conhecer bem os parâmetros de inicialização, a arquitetura do SGBD Oracle e a sua necessidade real, para configurá-los corretamente.
5- I/O ruim:
Em muitos lugares o armazenamento do BD não está bem distribuído nos discos disponíveis ou a largura de banda de I/O não é suficiente para atender a demanda das requisições do BD.
Solução(ões) possível(is): 
Conhecer bem os dispositivos de armazenamento (Ex.: Storage) disponíveis, configurar o tipo de armazenamento (Ex.: RAID) mais apropriado e distribuir os arquivos do BD (log files, datafiles, control files etc.) em vários discos, seguindo as recomendações da própria Oracle. Para mais informações, leia I/O Configuration and Design.
6- Configuração de Redo Logs:
Redo logs pequenos ou poucos grupos de redo logs podem gerar muitos checkpoints que, consequentemente, irão gerar uma sobrecarga na Buffer Cache e no sistema de I/O.
Solução(ões) possível(is): 
Configurar apropriadamente a quantidade de grupos de redo log e o tamanho dos redo log files. Para mais informações, leia Sizing Redo Log Files.
7- Serialização de blocos de dados:
A serialização de blocos de dados na Buffer Cache ocorre quando há a falta de listas livres, grupos de listas livres, slots de transação (initrans) ou segmentos de rollback. Normalmente isso ocorre quando:
  • As aplicações executam pesadas rotinas de carga;
  • As aplicações tem muita concorrência e tamanhos de blocos maiores que 8K;
  • As aplicações possuem uma grande qtde. de usuários e o BD possui poucos segmentos de rollback.
Solução(ões) possível(is):
a) Configurar tablespaces para usar ASSM;
b) Configurar o gerenciamento automático de UNDO;
c) Não configurar tablespaces com tamanho de bloco maior que 8K para armazenar dados de objetos que sofrem muitas atualizações concorrentes.
8- Full Table Scans longos:
Full Table Scans em operações online interativas ou de alto volume, normalmente consomem muito I/O lógico e físico.
Solução(ões) possível(is): 
Criar índices, otimizar SQL Ruim, particionar tabelas etc.
9- Grande quantidade de SQL recursivo (SYS) executados:
Uma grande quantidade de SQL recursivo executado pelo usuário SYS pode indicar atividades muito altas de gerenciamento de espaço de armazenamento, tais como alocação de extents. Essas atividades impactam negativamente no tempo de resposta do usuário.
Solução(ões) possível(is): 
Usar tablespaces gerenciados localmente, configurar auto-incremento adequeado, etc.
10- Erros de migração e implantação:
Em muitos casos, uma aplicação usa muitos recursos do sistema porque o schemacontendo as tabelas não foi migrado com sucesso, por exemplo, de um ambiente de desenvolvimento para o ambiente de produção. Nestes casos, o que ocorre normalmente é a ausência de índices ou estatísticas incorretas, que influenciam negativamente nos planos de execução.
Solução(ões) possível(is):
a) Exporte as estatísticas do schema de origem usando a package DBMS_STATS;
b) Atualize as estatísticas de objetos manualmente;
c) Crie os objetos ausentes.
Por hoje é só!

Referência:

Alteração na Carreira de Certificações Cisco

Recentemente a Cisco anunciou alteração na sua carreira de certificações e mudanças no conteúdo do famoso CCNA. Conforme tenho acompanhado, isso tem causado uma certa confusão e muitos ainda se perguntam o que mudou, o que não mudou, o que eu faço agora e etc. Então, nas próximas linhas vou tentar fazer um apanhado geral para ajudar a solucionar algumas dúvidas.
alteracoes-certificaoes-carreira-redes-cisco
Vamos começar pela validade das provas. Segundo o último comunicado oficial da Cisco, as provas antigas do CCNA estarão disponíveis somente até a data de 30/09/2013. Após essa data, todos terão que agendar as novas provas. Isso significa que, se você está estudando para fazer a prova do CCNA antes do dia 30/09, continue estudando pelo material que você já tem. Agora, se você pretende fazer a prova após 30/09, deve verificar o novo conteúdo para não ter surpresas na hora da prova.
Vamos tentar resumir. No modelo antigo para alguém se certificar CCNA devia seguir um dos dois caminhos abaixo:
  • Fazer apenas uma prova: CCNA Composite (Cisco 640-802)
  • Fazer duas provas: CCENT/ICND1 (Cisco 640-822) +  ICND2 (Cisco 640-816)
As provas acima é que estão com data marcada para expirar (30/09/2013). A partir dessa data essas provas serão descontinuadas e quem desejar se certificar como CCNA R&S terá que fazer um dos caminhos abaixo:
  • Fazer apenas uma prova: CCNA Composite (Cisco 200-120)
  • Fazer duas provas: CCENT/ICND1 (Cisco 100-101) +  ICND2 (Cisco 200-101)
Vale ressaltar que essa mudança é apenas nas provas e não nos títulos já emitidos, ou seja, se você passou na prova Cisco 640-802 antes do dia 30/09/13, você conseguiu a sua tão almejada certificação CCNA R&S e não há necessidade de revalidar sua certificação fazendo as provas novas.
Bom, até aí tudo simples. A grande mudança, e que muitos ainda não perceberam, é com relação a carreira de certificações. Até então o CCNA era o pré-requisito para todas as carreiras de certificações na Cisco. O CCENT até já existia, mas não era muito valorizado, pois qualquer caminho que você fosse seguir seria necessário passar pelo CCNA R&S. O caminho de certificações a ser seguido em cada carreira era conforme exemplos abaixo:
Carreira R&S: CCNA -> CCNP R&S …
Carreira de Voz: CCNA -> CCNA Voice -> CCNP Voice …
Carreira de Segurança: CCNA -> CCNA Security -> CCNP Security …
Ou seja, você tinha que primeiro se certificar como CCNA R&S, para depois escolher uma carreira. Mesmo que você desejasse a carreira de voz, primeiro você tinha que se certificar CCNA (via qualquer um dos dois caminhos, composite ou provas separadas) para somente depois ir em direção a carreira de voz.
E aí que vem a grande mudança! A partir das novas provas o pré-requisito para cada carreira não é mais o CCNA e sim o CCENT. Vejam como ficam as carreiras agora:
Carreira R&S: CCENT -> ICND2 -> CCNP R&S … ou CCNA Composite -> CCNP R&S
Carreira de Voz: CCENT ->  CCNA Voice -> CCNP Voice …
Carreira de Segurança: CCENT -> CCNA Security -> CCNP Security …
Isso significa, que os profissionais agora poderão definir melhor o caminho a seguir. Se você deseja seguir a área de voz, por exemplo, basta iniciar pelo CCENT, seguir para o CCNA Voice, depois prestar as provas do CCNP Voice e por aí vai… não tem mais a necessidade de se certificar como CCNA R&S, para somente depois ir para a carreira de voz. Dessa forma, você irá se certificar como CCNA Voice, ou como CCNA Security, ou como CCNA R&S. Todos CCNA, mas cada um na sua carreira específica.
E justamente para implementar essa mudança a Cisco lançou novas provas, definindo melhor o caminho e competências que cada profissional deve ter em suas respectivas carreiras. Basicamente o que a Cisco fez foi trazer mais conteúdo para o CCENT, fazendo com que o profissional CCENT já tenha um bom conhecimento sobre a rede, operação, etc. A ideia é que, durante a preparação para o CCENT, o profissional adquira todos os conhecimentos necessários para poder prosseguir na carreira que ele escolher.
Então fica aí a dica…escolham suas carreiras e mãos a obra!
Para aqueles que desejam mais detalhes verifique a página oficial da Cisco sobre certificações.
Uma excelente opção de estudo é o curso online CCNA CCENT (100-101) da DlteC, que possui matéria completa para prova, vídeo-aulas, simulados de questões, laboratórios, fóruns e tutores certificados para tirar todas as dúvidas dos alunos sobre a matéria. Utilize o cupomPTI na sua compra e garanta 10% de desconto, aproveite!

Coisas que as Mulheres nem imaginam que os Homens acham sexy:


As Mulheres são naturalmente sexys. E esse fato ficou ainda mais claro depois de uma pesquisa feita com leitores do blog conhecido desta área perguntando o que eles achavam mais sexy numa mulher. Esse blog recebeu milhares de respostas com vários detalhes femininos que os deixam os homens babados. kk

Coisas que as Mulheres nem imaginam que os Homens acham sexy: kk
1. Rabo de cavalo com fios soltos;
2. Ela a usar a camisa ou camisola do homem e mais nada;
3. Barulho do salto alto;
4. Sardas no rosto;
5. Quando elas conduzem o sexo;
6. A forma como ela ri;
7. Quando ela senta no nosso colo para dar um beijo;
8. Um belo par de seios;
9. Quando elas, de vestido ou saia, se esticam para pegar em alguma coisa no alto;
10. O jeito como acordam de cabelo despenteado;
11. Ela deitada de bruços só de cuecas;
12. Cabelo cheiroso;
13. A manha que elas fazem quando chega a hora de nos separarmos;
14. Ela quando mexe no cabelo;
15. O jeito como andam descalças na ponta do pé quando o chão está frio;
16. Ela lambendo os dedos depois de comer uma coisa muito saborosa;
17. Inteligência;
8. Quando ela anda pela casa só de cuecas;
19. Pés bonitos;
20. A pose delas de fazer xixi, com as perninhas viradas pra dentro e com as cuecas em baixo;
21. Cabelo molhado;
22. O jeito dela de se preocupar com a gente;
23. Um decote bem utilizado;
24. Quando ela morde a pontinha do óculos;
25. Coque despenteado;
26. A forma na qual o cabelo cai naturalmente no rosto e o jeito dela de tentar ajeitar;
27. Ela comendo um gelado;
28. Quando ela fica com frio e usa nosso casaco;
29. Vestido comprido e pés descalços;
30. Ela passando da casa de banho para quarto só de cuecas para se arranjar;
31. Covinha nas costas;
32. O jeito de andar;
33. Calças + Blusa branca;
34. Tatuagem (principalmente as que só dão pra ver uma parte e deixam todo mundo curioso pra ver o final);
35. Um pouco de gordurinha para ter onde pegar;
36. Atitude;
37. Quando arranham sem magoar;
38. O rosto dela visto de cima quando dorme no nosso peito;
39. Quando ela acorda de cuecas e se espreguiça;
40. Camisola que deixa um ombro de fora;
41. Ela totalmente depilada;
42. Camisola sem sutiã;
43. O cheiro delicioso que deixam na casa depois do banho;
44. Quando elas não usam maquiagem;
45. O osso saliente na cintura;

46. Sentir todo o corpo dela quando dormimos de conchinha. kkkkkkk

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Brasil deve liderar expansão de investimento em TI em 2013


A indústria brasileira de tecnologia da informação (TI) deve ter a maior taxa de crescimento do mundo em 2013, graças aos investimentos para os eventos esportivos dos próximos anos e à exploração do pré-sal, de acordo com estimativas da associação do setor.  

A previsão da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) é que o faturamento do setor avance 14,5 por cento neste ano, para 69 bilhões de dólares, disse à Reuters o presidente da entidade, Jorge Sukarie.

No ano passado, a indústria de TI do país movimentou 60,2 bilhões de dólares, crescimento de 10,9 por cento na comparação com o ano anterior, enquanto a média de crescimento mundial foi de 5,9 por cento. 

Em termos absolutos, o Brasil ficou na sétima posição do ranking mundial de investimentos em TI ano passado, abaixo de Estados Unidos (638 bilhões de dólares), China (173 bilhões de dólares), Japão (172 bilhões de dólares), Reino Unido (110 bilhões de dólares), Alemanha (101 bilhões de dólares) e França (76 bilhões de dólares). 

"Embora a economia brasileira não esteja respondendo, há investimentos a acontecer", disse Sukarie. "Há fatores a serem considerados, como os grandes eventos esportivos (Copa e Olimpíadas), além do pré-sal", declarou.
No ano passado, a maior parte do faturamento da indústria de TI no país permaneceu no segmento de hardware, que movimentou 35,3 bilhões de dólares, seguido por serviços, com 15,4 bilhões de dólares, e por software, com 9,4 bilhões de dólares. 

"Esperamos que essa proporção mude. A tendência é que os segmentos de software e serviços ultrapassem a barreira de 50 por cento (do faturamento) até 2020", declarou Sukarie. 

"O grau de maturidade da indústria de um país se mede quando este consegue fazer que os investimentos em software aumentem, porque a inteligência que move a inovação está mais no software", completou. 

Segundo o executivo, a fatia maior do hardware na indústria de TI brasileira ocorre por conta do recente boom de venda de aparelhos, como tablets e smartphones no país. 

A associação estima que, depois do Brasil, a indústria de TI que terá maior crescimento em 2013 será a da China, com avanço próximo aos 14 por cento. "A indústria chinesa ainda tem muitas perdas com a pirataria", declarou.
A média mundial de crescimento prevista para este ano é de 5,5 por cento, com base no levantamento feito pelo instituto IDC a pedido da Abes.

Hackers fazem vaquinha para premiar invasor da conta de Mark Zuckerberg


Palestino Shreateh invadiu perfil no Facebook do presidente da rede social.
Como site não premiou hacker por relatar bug, grupo vai reunir US$ 10 mil.


O homem que invadiu a conta de Mark Zuckerberg no Facebook para expor uma falha de segurança está recebendo doações de hackers de todo o mundo, depois que a rede social se recusou a recompensá-lo por meio de um um programa que normalmente premia pessoas que relatam problemas em seus sistemas.
Khalil Shreateh descobriu e relatou a falha, mas foi ignorado pela equipe de segurança do Facebook. Em seguida, ele postou uma mensagem na página do bilionário para provar a existência do bug.

Agora, Marc Maiffret, diretor de tecnologia da empresa de segurança cibernética BeyondTrust, está tentando mobilizar hackers para levantar uma recompensa de US$ 10 mil para Shreateh, após a recusa do Facebook.

Maiffret, hacker autodidata que abandonou o colégio, disse nesta terça-feira (20) que até o momento arrecadou cerca de US$ 9 mil, incluindo os US$ 2 mil com que ele contribuiu inicialmente.
Ele e outros hackers dizem que o Facebook negou pagamento ao palestino Shreateh. A empresa distribui, ao menos, US$ 500 a indivíduos que chamam a atenção da empresa para erros de software.

Shreateh descobriu a falha no site da empresa que permite aos membros postarem mensagens na página de qualquer usuário, incluindo Zuckerberg. Ele tentou submeter a falha para revisão, mas a equipe de segurança do site não aceitou o seu relatório.

Em seguida, ele postou uma mensagem para o próprio Zuckerberg na conta privada do executivo, dizendo que ele estava tendo problemas para conseguir a atenção de sua equipe.

"Desculpe por violar a sua privacidade", disse Shreateh na mensagem.
O erro foi rapidamente corrigido e o Facebook emitiu um pedido de desculpas na segunda-feira por ter sido "demasiado apressado e indiferente" ao relatório do Shreateh. Mas não pagou-lhe uma recompensa.

"Nós não vamos mudar a nossa prática de não pagar recompensas a pesquisadores que testaram vulnerabilidades contra usuários reais", disse o vice-presidente de segurança Joe Sullivan em uma mensagem na rede social.
O Facebook informou ter pago mais de US$ 1 milhão no âmbito desse programa para os pesquisadores que seguiram suas regras.

Brasil supera a China e vira 7º maior mercado de software do mundo


Programas de PCs e serviços de TI no país somaram US$ 24,9 bilhões.
Apesar de venda software subir 53%, 80% da receita vai para estrangeiras.

O Brasil ultrapassou a China em 2012 e se tornou o sétimo maior mercado doméstico do mundo na venda de softwares e serviços de tecnologia da informação, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (21) pela Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software).

Com um mercado total de US$ 24,9 bilhões, o país pulou três posições de 2011 para o ano passado e no caminho superou, além dos chineses, australianos e italianos.
O crescimento registrado sobre 2011 foi de 28%. O salto ocorreu graças ao crescimento de 53,5% nas vendas de software, que atingiram os US$ 9,48 bilhões. Já o setor de serviços de tecnologia da informação (desenvolvimento de sistemas feito a pedido de uma empresa) avançou 16%, e chegou a US$ 15,44 bilhões.

Enquanto isso, o mercado interno da China teve um crescimento de 12,2%, atingindo os US$ 23 bilhões. A crise mundial que assolou principalmente a Europa e os Estados Unidos travou o crescimento dos principais mercados de software. A Itália, no caminho do Brasil, cresceu apenas 4%, a França , 6%, a Alemanha, 9%, e o Reino Unido, 5%. Já os Estados Unidos, a maior potência no segmento e lar das principais empresas, avançaram 3,63%.

O Japão e a Austrália, aparentemente longe do bafo da crise, avançaram 14,7% e 10,5%, respectivamente. Com crescimento sólido de 21,5%, o Canadá manteve a sexta posição e impediu o que poderia ter sido um salto ainda maior do Brasil no setor.
Apesar do grande avanço no comércio de softwares no Brasil, a grande maioria dos programas para computador continua sendo desenvolvida fora do país, por companhias estrangeiras. Pouco menos de 80% do faturamento vai para os cofres de empresas como as norte-americanas Microsoft e SAP.
Os setores que mais consomem esses programas são os de finanças (25%), serviços e telecomunicações (24,8%) e indústria (18,6%).
Já no segmento de serviços, a lógica é inversa. Mais de 88% do montante arrecadado vai para empresas que fazem o desenvolvimento das soluções dentro do país.
 
Pirataria
Com o avanço do mercado brasileiro em software e serviços, o Brasil chegou em 2011 a 3% da movimentação mundial. No entanto, enquanto o mercado interno brasileiro voa alto, as exportações ainda capengam. Chegaram a US$ 2,24 bilhões em 2012.

Um entrave ao crescimento do mercado doméstico, apontado pela Abes, é a pirataria, que chegou a 53% dos softwares vendidos no Brasil, em 2011. O combate aos softwares ilegais levou à remoção de 20,6 mil anúncios de venda de softwares piratas de sites na internet, além da suspensão de 52 páginas na internet. Fora da internet, em 309 ações ao longo do ano, 640 mil CDs foram apreendidos.
Quando somado ao gasto com software os recursos despendidos com hardware (equipamentos), o Brasil se caracteriza como o destino de 49% de todos os recursos investidos na América Latina.